sábado, 12 de maio de 2012

Telescópio registra energia muito alta de objetos desconhecidos

  • Telescópio registra energia muito alta de objetos desconhecidos

     
    O olho humano é fundamental para a astronomia. Sem a capacidade de ver, o universo luminoso das estrelas, planetas e galáxias seria fechado para nós, e permaneceria desconhecido para sempre. No entanto, os astrônomos não podem se contentar apenas com o que veem e buscam no invisível a grande revelação cósmica.
  • Além do âmbito da visão humana há um espectro eletromagnético inteiro de fascinação. Cada tipo de luz, desde as ondas de rádio até os raios gama, revela algo único sobre o Universo. Alguns comprimentos de onda são melhores para estudar os buracos negros, outros podem revelar estrelas recém-nascidas e planetas enquanto outros nos mostram os primeiros anos da história cósmica.
    Para pesquisar esse universo de possibilidades são usados os mais diversos tipos de telescópios, capazes de vasculhar de ponta a ponta todo o espectro eletromagnético. Um desses instrumentos é o Telescópio Espacial Fermi, que opera no comprimento dos raios gama e que acaba de cruzar uma nova fronteira espectral.
    "Fermi está registrando fótons "malucos", altamente energéticos", disse o astrofísico Dave Thompson, ligado ao Goddard Space Center, da Nasa. "Ele está detectando tantos deles que nos possibilitou criar esse mapa, que mostra todo o céu a partir do limite das energias muito altas, na região entre 10 e 100 bilhões de eletrons-volt", disse o cientista.
  • Apesar da descoberta das emissões, a origem de cada uma delas ainda é um mistério. Segundo Thompson, cerca de um terço das novas fontes catalogadas não pode ser claramente associada a qualquer tipo conhecido de objeto que produz raios gama. "Nós não temos ideia de onde partem essas emissões", disse Thompson.
    As outras fontes, no entanto, são conhecidas e têm algo em comum: a brutal energia. Entre elas estão os buracos negros supermassivos, chamados blazares, os restos de explosões de supernovas ou estrelas de nêutrons em rápida rotação, conhecidos como pulsares.
    Alguns dos raios gama parecem vir das "Bolhas de Fermi" - estruturas gigantes que emanam do centro da Via Láctea e que abrange cerca de 20 mil anos-luz acima e abaixo do plano galáctico. Até agora, a formação dessas bolhas é um verdadeiro mistério, mas que poderá começar a ser revelado com o estudo do novo mapa.
    "Nos próximos anos, Fermi deverá revelar algo novo sobre todos esses fenômenos, o que os forma e porque eles geram esses níveis de energia verdadeiramente sobrenaturais", disse David Paneque, um dos principais estudiosos do fenômeno junto ao Instituto Max Planck, na Alemanha.

    site:www.apolo11.com